Ducati Monster : Uma história de sucesso!

30 anos de existência, quarenta versões diferentes, cilindradas que variam entre os 400 e 1200 cm3 e mais de 350 000 unidades vendidas pelo mundo. A Ducati Monster é uma das motos mais importantes na gama da Ducati pela sua longevidade, mas sobretudo pela encarnação do que é um motociclo na sua forma mais simples, mais pura e intemporal. A Ducati Monster criou um segmento à sua volta – o das “nacked” desportivas.

Mundialmente conhecida pela performance, design e beleza das suas motos, a Ducati é uma das marcas mais adorados pelos entusiastas de duas rodas. O que poucos sabem é que a Ducati começou a sua atividade num ramo que nada tem a ver com a produção de motociclos.

Localizada na cidade de Borgo Panigale, a Ducati iniciou a sua atividade em 1926 como uma empresa familiar composta pelos irmãos Ducati. Esta dedicava-se à fabricação de componentes electrónicos para transmissões de rádio. Foi apenas depois de ver as suas fábricas bombardeadas e destruídas na Segunda Guerra Mundial que a Ducati decidiu diversificar a sua atividade e começou a produção de motociclos, e já lá vão 70 anos a produzir motos de forte carácter.

A M900 também conhecida por Mostro e mais tarde por Monster é um dos dois modelos mais emblemáticos da história moderna da Ducati, o segundo é a não menos importante Ducati 916.

“Tudo o que precisas é um assento, um reservatório, um motor, duas rodas e um guiador”

Estas foram as palavras do designer argentino Miguel Galuzzi para descrever a sua criação. Apresentada em 1992 no salão alemão de Colónia, o novo modelo italiano surpreendeu o público e a imprensa pelo seu estilo minimalista com o quadro e motor aparentes.

Designada internamente por M900 esta viria a adoptar o nome de Mostro (monstro em italiano). Como é habitual várias são as versões sobre a origem do seu nome. Ao que parece durante a concepção do modelo alguns funcionários ao descobrir o veículo teriam dito que este parecia um monstro, o que agradou ao responsável do projeto Miguel Galuzzi. A partir daí, este seria o seu nome oficial, Mostro para o mercado italiano e Monster para o resto do mundo. Pouco a pouco será este último a impor-se.

A acreditar nesta história o seu nome deve-se ao seu design agressivo mas não só. Pois esta era uma moto de forte carácter dotada do bicilindrico em L de 900 cm3 já usado nas 900 SS. Um motor de grande cilindrada, mas com apenas 73 cv de potência, sendo a sua principal particularidade a utilização da distribuição desdrómica. Este sistema foi desenvolvido por Fabio Taglioni na década de 50 e utilizado pela ducati desde então. Este permite ao motor de atingir regimes mais elevados sem problemas de fiabilidade

Bem isto em teoria!

Pois nos anos 90, as motos Ducati não eram reputadas pela sua fiabilidade. Bem pelo contrário, estas apresentavam problemas elétricos recorrentes, um frágil sistema electrónico, e sem falar nos problemas de arranque a frio. Podemos afirmar que por esta altura era necessário ser um verdadeiro entusiasta da marca para ter uma Ducati.

Esta falta de fiabilidade pode explicar-se pelos problemas financeiros vividos pela marca transalpina, o que limitava as suas ambições quanto à qualidade do seu produto final. Felizmente o charme da Ducati Monster impunha-se face aos seus defeitos, como por exemplo o nível das performances. O que fazia o seu temperamento não era a sua potência, mas sim as sensações de condução que oferecia, transformando a Monster uma moto viva e com uma certa forma de virilidade.

Considerada com a pioneira das “nacked” desportivas, a Ducati Monster conheceu ao longo destes 30 anos mais de quarenta versões das mais diversas cilindradas de 400 a 1200 cm3, assim como algumas edições limitadas. Com a nova versão a Ducati dá um passo radical na evolução, pois a Monster abandona aquilo que muitos consideravam intocável. Uma evolução necessária segundo a marca para ganhar novos argumentos e torná-la mais eficaz.

Mas será ela capaz de honrar a linhagem do modelo original ?

Esteticamente não é o caso, pois esta começa a parecer-se cada vez mais com as suas concorrentes japonesas. Quanto ao motor pode dizer-se que sim, pois este regressa à cilindrada de 900 cm3 ( 937cm3 exatamente) como o modelo original.

A última geração da Monster abandona o tradicional quadro em tubos de aço em treliça para dar lugar agora um quadro Front Frame , o que certamente desiludirá os fãs. Mas que traz muitas vantagens, pois agora o motor é um elemento estrutural da moto, o que reduz o seu peso em 18 quilos, o que resulta num veículo mais ágil, mais estável e mais confortável.

Os verdadeiros “Monsteristas” afirmam que a Monster perdeu o seu charme, com o qual não posso deixar de concordar. Mas esta continua a ser aquela moto cheia de carácter que fez o sucesso da versão inicial, isto tudo com uma fiabilidade ao nível da concorrência.

Vive a Tua Paixão!

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