Corvette C3 : Estado de maturidade!

Depois de duas gerações o Chevrolet Corvette chega à maturidade com esta terceira geração. As suas linhas são claras e perfeitamente definidas, as vendas atingem enfim a velocidade de cruzeiro. O Corvette C3 torna-se numa das gerações mais emblemáticas e assume-se como o “American Sports Car” tal como era o desejo da General Motors.

Marko Sharks ll Concept

Inspirado do protótipo “Marko Shark II” concebido pelo designer Larry Shinoda, o Corvette C3 foi produzido de 1968 a 1982. Como vem sendo habitual, a nova geração é fonte de muitas controvérsias. Primeiro o seu lançamento não correu como esperado, pois apesar de a marca ter tentado a todo o custo guardar secreta as linhas do novo modelo, este foi desvendado algumas semanas antes pelo fabricante de brinquedos Mattel na sua gama Hot Weels.

Segundo, os primeiros modelos saídos das linhas de produção apresentavam vários problemas de acabamentos defeituosos, o que decepcionou a imprensa especializada que recusou testá-los.

Se o nascimento desta terceira geração não augurava nada de bom, as vendas por seu lado, começam muito bem com cerca de 28 mil unidades vendidas logo no primeiro ano.

Por uma razão desconhecida o novo Corvette deixou de chamar-se Sting Ray, as linhas desta nova geração evocam as formas de um tubarão ao invés de uma raia da geração anterior. De facto o C3 é maior que as versões precedentes: 4,63 metros de comprimento e 1,76 de largura, fazem dele um desportivo mais habitável.

O design rompe com o do Corvette C2 , sendo mais consensual. A quem compare as suas formas com o de uma garrafa de Coca-Cola, o que iria influenciar definitivamente as gerações vindouras.

No que diz respeito a motores , o Corvette C3 recupera os motores V8 Small Block e Big Block do C2. Em quatorze anos de carreira, esta será sem dúvida a geração a propor o maior número de motorizações. Se esteticamente o Corvette C3 pouco evoluiu ao longo dos anos, o mesmo não se pode dizer dos motores, haverá para todos os gostos.

A consagração

A versão coupé do C3 é o Corvette de todos os extremos: potência, cilindradas e vendas. Mas é antes de mais um automóvel fabuloso com um conforto sem igual para um GT.

“O verdadeiro desportivo da Chevrolet “, era assim que a General Motors apresentava o Corvette C3 Coupé. Este era um carro revolucionário para a época, propunha um teto amovível do tipo T-Top, o que em conjunto com o vidro traseiro também ele amovível permitia a condução de um verdadeiro GT de cabelos ao vento.

Esta nova geração vê a designação Sting Ray suprimida da gama no primeiro ano, regressando mais tarde para reafirmar o caráter desportivo da máquina. A Chevrolet aposta na modernidade ao dotar esta geração de novos cintos de segurança de três pontos, um sistema de ventilação interior totalmente novo e testemunhos luminosos no painel de instrumentos ligados a cada lâmpada através de fibra óptica.

Como é costume as evoluções estéticas vão surgindo ao longo da carreira do C3. Destaque para o ano de 1973, quando o governo americano proíbe a presença de pára-choques em metal. Esta norma impõe aos construtores de colocar novos pára-choques capazes de absorver um choque até 5 Mph. O Coupé será o último modelo a sair das linhas de produção da mítica fábrica de Saint Louis.

O predador domesticado

O Corvette continua disponível nas duas versões: em coupé e em cabriolet. Sabendo-se que esta última desde sempre se impôs como o modelo mais importante, representando cerca de 2/3 das vendas. Mas a terceira geração vai inverter esta tendência.

As vendas do coupé ultrapassam todas as expectativas ao ponto de ridicularizar as da versão descapotável. O sistema de teto amovível era considerado suficiente pela maioria dos clientes para usufruir de uma condução “refrescante”. Estes números levam a direção de GM a uma decisão histórica: o fim da produção do C3 descapotável.

Os descapotáveis são equipados de motores potentes. Sejam o Small Block ou o Big Block, estes conseguiram contornar de alguma forma as restrições impostas pelo governo americano, que penalizaram principalmente as potências dos motores do coupé. Assim a versão descapotável foi proposta na sua maioria nas versões 427ci ou 454ci de 300 a 435 cv.

Quando em 1975, o último Corvette C3 Cabriolet sai das linhas de produção é um pouco a história da bela adormecida que se repete. Teremos de esperar até 1986 pelo regresso do roadster Corvette… E será um C4.

Vive a Tua Paixão!

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