Corvette C2 Sting Gray: A consagração de um mito.

Sete anos após o seu lançamento e numerosas evoluções estéticas, a Chevrolet prepara a segunda geração do seu desportivo Corvette. Pela primeira vez serão propostas dois tipos de carroçaria: o tradicional descapotável ao qual vem juntar-se também o coupé Sting Gray.

Antes de mais, o Corvette C2, aos olhos dos dirigentes da marca deve impor-se no mercado cada vez mais concorrencial dos desportivos. Para isso deve apresentar-se com um estilo renovado audaz, mas sobretudo, deve ainda elevar o patamar em termos de condução desportiva.

Afim de alcançar este objetivo, o centro de gravidade do Corvette baixou cerca de 5 cm com a adopção de um novo chassis composto de longarinas e travessas. A Chevrolet deseja que o novo Corvette seja capaz de eliminar qualquer um desse concorrentes europeus, nem que para isso tenha que ir além do senso comum.

Só que nos anos 60 outro problema vem perturbar as coisas – o puritanismo. Por esta altura nos Estados Unidos, são criadas associações que não têm nada que fazer e estimam ter o direito de intrometer-se nos negócios. Assim uma dessas associações pretende pressionar o governo para que sejam impostos limites na potência dos automóveis em circulação.

Para contornar a situação, Zora Arkus-Duntov que era o responsável pelo desenvolvimento do Corvette vai criar uma versão especial teoricamente destinada à competição. A versão ZR06, também conhecida por “Special Performance Equipment” acabará por fazer parte permanente do ADN do mítico desportivo americano.

Esta preparação inclui suspensões mais rígidas e um sistema de travagem reforçado por uma assistência elétrica. Este primeiro ZR06 dissimula 360 cv transmitidos às rodas traseiras por uma caixa manual de 4 velocidades. Por uma questão de estilo o ZR06 recebe jantes de alumínio de maiores dimensões que o modelo normal. E como o consumo de combustível não é a principal preocupação dos criadores do Corvette, este tem um enorme depósito de combustível de 36,5 galões, cerca de 140 litros.

Este periodo inicial dos anos 60, inaugura uma nova era com a chegada dos “Muscle Cars”. Da Ford à Chrysler passando pela Pontiac, todas as marcas apresentam modelos potentes a um preço bem mais acessível. A Chevrolet é confrontada a um problema, pois o Corvette Sting Gray apesar de equipado com o motor V8 327 ci, este não consegue fazer frente ao Chrysler Hemi ou ao Pontiac GTO. Os responsáveis da Chevrolet vão então lançar a arma secreta – o Big Block. Este será o motor indispensável para rivalizar com a concorrência.

Corvette Sting Gray Coupé

Lançado em 1963, o primeiro coupé Sting Ray nasce depois de uma verdadeira luta interna no seio da marca, entre as equipas de designer Bill Mitchelle e de Zora Arkus-Duntov.O primeiro tenta impor um novo estilo com o vidro traseiro dividido em duas partes por uma coluna que lembra a espinha de uma raia. Enquanto Zora Arkus-Duntov-Duntov considera esta demasiada cara a produzir e inestética.

O design do primeiro Corvette Sting Ray Coupé é ousado. Sendo inicialmente a causa de divisões internas, este vai finalmente impor-se como uma referência, tornando-se uma norma a seguir. Por seu lado os engenheiros do CERV (Chevrolet Engineering Reseach Vehicule) têm como objetivo tornar o mítico Corvette num automóvel de competição adaptado à estrada, equipando-o de uma suspensão traseira independente. O que na época era sinónimo de grande modernidade, pois ninguém utilizava este sistema, a titulo de comparação o Ford Mustang iria adoptar este tipo de suspensão muito mais tarde, em 2015.

Se é para fazer um automóvel desportivo, que este seja também luxuoso. Assim o Corvette Sting Gray é um verdadeiro GT, pronto para oferecer o máximo de conforto aos seus ocupantes. O Corvette inaugura a chegada do motor Big Block 396 ci, atingindo o apogeu com o 427 ci (6996 cm3) com potências cada vez maiores.

Corvette Sting Gray Cabriolet

A versão descapotável do Corvette Sting Gray impôs-se como um dos melhores automóveis do seu tempo e da sua categoria. O segredo do seu sucesso é ser um automóvel sem compromissos.

Quando lançado em 1963, o Sting Gray Cabriolet custa 1 dólar de menos que a versão coupé, pelo que as vendas eram praticamente idênticas. Pouco a pouco o descapotável vai evidenciar-se como o verdadeiro Corvette, não esquecer que a versão original era um descapotável, pelo que a clientela vai preferir esta versão.

Tal como o coupé, este recebeu as várias evoluções técnicas, tornando-o 10% mais rígido que a primeira geração. Verdade seja dita o Sting Gray Cabriolet é esteticamente único. Como o Coupé também ele inaugura a moda dos faróis escamotáveis que lhe dão um estilo fluido de dia, para se transformar num estilo agressivo de noite.

A versão descapotável acolheu na perfeição os potentes motores adaptando-se sem problemas ao 327 ci com 250 a 375 cv, assim como o Big Block 427 ci com 390 a 435 cv. Por esta altura, os carros americanos privilegiam a potencia e o binário ao invés da velocidade. As caixas de velocidade estão principalmente reguladas para viajar sem stress, pelo que a velocidade máxima não é a principal preocupação, o que interessa é poder viajar de cabelos ao vento e desfrutar da sonoridade do enorme V8…

Vive a Tua Paixão!

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