Citroën Méhari 4×4: E o Méhari tornou-se todo-o-terreno

Com o lançamento do Méhari em 1968, a Citroën propõe um automóvel multifunções, podendo servir como veículo de lazer, assim como, veículo utilitário. Concebido com base no 2 CV, o Citroën Méhari é perfeitamente capaz de abandonar o asfalto e fazer algumas incursões em fora-de-estrada. Mas para ir ainda mais longe, a partir de 1979, a Citroën vai propor uma versão com tracção às quatro rodas.

A ideia de um pequeno automóvel com tracção integral não é nova, a sociedade Sinpar especialista na matéria, propõe em 1963 um kit de tracção integral para o Renault 4. E a partir de 1975 a Renault inclui no seu catálogo uma versão 4×4 do Renault Rodeo, o concorrente direto do Méhari. Pelo que a Citroën não podia ficar para trás e decide que deve também lançar uma versão todo-o-terreno do Méhari .

A Citroën e as quatro rodas motrizes têm tido uma relação difícil. O primeiro veículo do género foi o 2 CV Sahara, uma adaptação feita por um engenheiro de obras públicas para a sua empresa. que consistia em colocar um segundo motor no 2 CV original e que a marca aos “chevrons” integrou na sua gama . Infelizmente o sucesso ficou aquém do esperado, pois só se venderam 700 exemplares. Desde então mais nada, a Citroën deixou para trás a tracção integral consagrando-se ao desenvolvimento da sua gama para preencher o vazio entre o 2 CV e o DS com o futuro Ami 6. E claro o Citroën Méhari.

O Citroën Méhari deu origem a várias variantes destinadas aos países em vias de desenvolvimento. No Vietname era produzido o Dalat, que um concessionário local propunha com tracção integral. Este foi notado pelo representante Citroën no Vietname, que desde logo avisou a casa-mãe. A Citroën envia uma equipa de engenheiros avaliar o projeto, que decidem levar um exemplar para França, para a realização de testes. Seria este o início do Méhari 4×4?

No entanto, será necessário esperar o ano de 1979 para ver a chegada do Mehari 4×4 ao catálogo da Citroën. O Mehari 4×4 distingue-se da versão normal com alguns elementos específicos: roda sobressalente sobre o capô, novos para choques com uma proteção para os faróis, novos faróis traseiros rectangulares, e claro a tracção integral com caixa redutora.

Quanto ao motor, é utilizado o já conhecido bicilindico de 602 cm3, com 29 cv de potencia, o que se revela um tanto limitado pois esta versão é mais pesada devido ao sistema de tracção integral. Outro defeito era a distancia entre eixos demasiado longa o que limitava também a sua eficácia em todo-o-terreno, assim como, a pouca rigidez do conjunto chassis/carrocaria.

Tudo isto não seria muito grave, não fosse o preço que era demasiado elevado. O Mehari 4×4 custava tanto quanto dois Méharis normais, o que condenou as vendas, tendo em conta que havia opções mais baratas, como o Lada Niva que era bem mais eficaz.

O Méhari 4×4 será um fracasso comercial, com apenas 1213 unidades vendidas entre 1979 e 1983, das quais um grande número para a administração publica francesa. Apesar do Citroën Méhari atingir hoje valores elevados, a raridade do Méhari 4×4 faz dele um dos mais procurados pelos colecionadores, pelo que tal como naquela época, o Méhari 4×4 vale o dobro das versões normais.

Vive a Tua Paixão!

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