Stellantis – Uma Hierarquia inesperada!

400 000 empregados, presente em 130 mercados, cerca de 8,1 milhões de veículos vendidos… a fusão entre o Grupo PSA e a FCA tornou-se efetiva a partir do dia 16 de janeiro. Com 14 marcas no seu portfólio, assim nasce o novo gigante automóvel Stellantis.  

Depois de pouco mais de ano do Grupo PSA e da FCA (Fiat Chrysler Automobiles) terem anunciado a sua intenção de se fundirem, o processo de fusão está formalmente concluído e a partir de agora, as marcas Abarth, Alfa Romeo, Chrysler, Citroën, Dodge, DS Automobiles, Fiat, Fiat Professional, Jeep, Lancia, Maserati, Opel, Peugeot, RAM e Vauxhall passam a pertencer ao Grupo Stellantis.

Clarificar o Posicionamento de Marca

Na sua primeira conferência de imprensa como novo diretor executivo (CEO) da Stellantis, o português Carlos Tavares deu a conhecer as ambições e desafios do novo gigante para os próximos anos. O seu principal objetivo e da sua equipa passa por clarificar o posicionamento das 14 marcas que integram o grupo, e como Tavares disse: “todas as nossas marcas vão ter uma hipótese”.

Uma Hierarquia Inesperada

1º- Peugeot

O Novo logótipo Peugeot

Fundada em 1889 é a marca mais antigos do grupo. Não satisfeita de ser a líder de Stellantis com 1,2 milhões de vendas, a marca do leão é também uma das mais rentáveis. Modelos como o 3008, 5008, 208 e 2008 são já best-sellers, aguardando-se com expectativa a chegada do novo 308 este ano. Pena que em termos de exportações a Peugeot não faça muito melhor que a Citroën, nomeadamente na china onde as vendas têm representado um fracasso. Grande objetivo para o futuro, o seu regresso ao mercado americano.

2º Jeep

Fundada em 1941 a Jeep é a vedeta internacional do grupo com cerca de 1,1 milhões de veículos vendidos em 2020. Certo só os EUA representam 795 000 unidades com destaque para o Grand Cherokee e o Wrangler, mas a Jeep também conquista muitos clientes na America latina (125 000 unidades vendidas), assim como na Europa onde o Renegade assume a maioria das vendas, agora também disponível em versão “ plug-in”.

3º- Fiat/ Abarth

Fiat 500 e

Apesar de muito dependente do Fiat 500, é difícil imaginar o mercado automóvel europeu sem a presença da Fiat (492 000 de vendas em 2020). O Brasil, a Argentina e os seus vizinhos sul americanos também são bons consumidores da marca italiana com 368 000 veículos vendidos, onde predominam os modelos exclusivos para esse mercado como é o caso das Pick-Ups Toro e Strada. A Fiat será sem dúvida uma das marcas que irá desenvolver-se com a criação do novo grupo.

4º- Ram

Conhecida pelas suas pick-ups a RAM é a marca sensação do grupo

Menos conhecida na Europa a Ram é uma das grandes surpresas. Separada da Dodge em 2010, esta marca dedicada aos modelos comerciais e pick-ups é uma verdadeira galinha dos ovos de ouro com um total de 720 000 unidades vendidas no mercado americano.

5º- Citroën

O Citroën C4 vem mais uma vez dar que falar pelo seu estilo

Com a apresentação do novo C4, a Citroën continua a renovação da sua gama. A marca centenária possui uma gama de modelos moderna e variada, propondo versões híbridas recarregáveis e elétricos, faltando apenas a chegada do novo C5 lá para o fim do ano. Resta-lhe convencer os mercados fora da Europa, em especial na India considerada uma das suas prioridades. Pois a marca aos “chevrons” ainda continua muito dependente do mercado europeu, este ainda representa 84% das vendas mundiais em 2020.

6º- Opel/Vauxhall

O novo Opel Mokka inaugura a nova linguagem estilística da marca.

Uma das marcas mais antigas do grupo. A Opel tem vindo a renovar rapidamente a sua gama, aproveitando as plataformas e motores da PSA, sinergias que contribuíram para o seu equilíbrio financeiro. Com o lançamento do novo Mokka, a Opel inicia a segunda fase da sua renovação apresentando a sua nova linguagem estilística. O objetivo da Stellantis é tornar a Opel na “Peugeot alemã” para atacar-se ao mercado russo e norte europeu onde a marca já goza de uma excelente imagem.

7º – Dodge

Conhecida na Europa pelo seu desportivo Viper, a Dodge tem vivido sérias dificuldades ultimamente. Com cerca de 267 000 unidades vendidas nos estados unidos, a marca americana viu as suas vendas caírem muito mais do que a média do mercado. A Dodge é uma das marcas do novo grupo Stellantis a precisar de novas soluções, pois a maior parte das suas vendas repousam nos emblemáticos Dodge Charger e Challenger, assim como o SUV Durango.

8º – Chrysler

Com o seu nome inscrito na denominação do anterior grupo FCA. Anteriormente um dos grandes construtores americanos a Chrysler transformou-se numa marca marginal, passando de 335 000 unidades vendidas em 2005 a 114 000 no ano passado. Com apenas o monovolume Pacifica e o vetusto Chrysler 300, a Chrysler é também ela uma das marcas a precisar de uma solução da parte do novo grupo.

9º – Alfa ROMEO

Com mais de cem anos de história a Alfa Romeo é uma das marcas mais emocionantes, senão a mais emocionantes todas. Pela sua história, as suas conquistas desportivas, pelo som dos seus míticos motores e pelas linhas intemporais dos seus modelos. Apesar dos excelentes Alfa Romeo Giulia e Stelvio, as vendas têm tido dificuldade em impor-se. Resta-lhes esperar pela chegada do novo SUV compacto Tonale e do novo diretor Jean-Philippe Imparato a quem se deve o recente sucesso da Peugeot, para reanimar a Alfa Romeo.

10º – DS Automobiles

A DS deposita grandes esperanças no novo DS 4 para afirmar-se como marca premium.

Tendo conquistado apenas 44 000 clientes o ano passado, dos quais 90% na Europa, a DS Automobiles ainda tem um longo caminho a percorrer para se afirmar face às marcas premium alemãs. Tal como a Audi já o tinha feito, a DS deverá optar por propor modelos em parte “generalistas” 10 a 15% mais caros. Missão incumbida ao prometedor DS4 e ao DS9 fabricado na, e para a China.

11º – Lancia

Apesar de vendido apenas em Itália, o Lancia Ypselon

A Lancia está morta? Parece que não… se bem que a marca já não exista para lá das fronteiras italianas, no mercado transalpino ainda continua a vender. E até vende muito bem, o único Lancia Ypsilon conquistou 43 000 novos clientes em 2020, das quais 80% são mulheres. A Stellantis está apostada em ressuscitar a marca ao incorporá-la na sua divisão Premium em conjunto com a Alfa Romeo e a DS. Uma aposta um tanto ou quanto arriscada.

12º – Maserati

Maserati MC20

Tendo em conta que é a marca de luxo do novo grupo, cabe à Maserati encerrar esta hierarquia ditada pelo volume de vendas. Para mais, o ano 2020 não poupou a marca do tridente já em declínio desde 2019 (19 300 unidades vendidas). Se o super desportivo MC20 representa a renovada confiança depositada na marca, será o futuro SUV Grecale que deverá assumir a maioria das vendas.

Vive a Tua Paixão!

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