Citroën 2cv Charleston – Um Novo Fôlego Para o Dois Cavalos

Apresentado em 1948 no salão automóvel de Paris, o Citroen 2cv esteve longe de fazer a unanimidade. Poucos foram aqueles a preverem-lhe um futuro brilhante. O que é certo, é que o 2cv soube contornar os prognósticos desfavoráveis e foi produzido durante décadas. Chegados os anos 80, a concorrência cada vez mais agressiva complica a vida ao pequeno 2cv, pelo que a Citroen vai usar um trunfo para reavivar o interesse no seu modelo – as series especiais. Entre elas a denominada Charleston que se tornará um marco na historia do 2cv.

Em outubro de 1980, a Citroën lançava a segunda série especial do seu 2cv designada de Charleston. Inspirando-se dos modelos dos anos 30, o 2cv Charleston adopta uma pintura bicolor juntando o preto e o vermelho Delage, uma cor muito usada naquela época. Sendo as duas cores separadas por um recorte arredondado composto de duas listas brancas, o que convenhamos lhe dava um certo charme.

2cv Charleston na sua versão mais rara com a combinação de cores preto e amarelo Hélyos.

Com uma produção prevista de 8000 unidades, o 2cv Charleston utilizava como base o 2cv6 club e o seu motor bicilindrico de 602 cm3 de 29 cv, o mais potente da gama. Apesar do seu preço superior as vendas da série especial Charleston são excelentes, pelo que depressa se esgotam as unidades previstas. Face a tal sucesso a Citroën decide incluir o 2cv Charleston no catálogo oficial a partir de julho de 1981.

Depois de pequenas modificações o 2cv Charleston passa de uma edição limitada a uma versão oficial do 2cv. Enquanto a série inicial tinha as carcaças dos faróis dianteiros de cor vermelho Delage como a carroçaria, nas séries seguintes as carcaças eram agora cromadas. Quanto ao interior os primeiros 2cv Charleston tinham estofos com o revestimento “pied de coq” e nas versões que se seguiram os bancos tinham um revestimento cinzento com motivos em forma de losangos. Em julho de 1982 novas cores são introduzidas, o 2cv Charleston passa também a ser proposto numa pintura bicolor que junta o preto com o amarelo Hélios e outra com dois tons de cinzento.

Com base na versão Club, o 2cv Charleston adopta o mesmo interior à exceção do revestimento dos bancos, aqui com motivos em forma de losangos.

Em 1988 termina a produção do mítico 2cv na fábrica francesa de Levallois, sendo a produção transferida para Mangualde em Portugal, estes reconhecem-se facilmente pela inscrição “Covina” gravada nos vidros do 2cv nacional. O 2cv Charleston foi produzido até 1990.

Cerimónia oficial em Mangualde da saída da linha de montagem do último 2cv

O Citroën 2 cv tornou-se num ícone da historia automóvel, pelo que o Charleston em muito contribuiu para este sucesso, ao reforçar a imagem do modelo durante os últimos 10 anos de produção. Oficialmente foi mesmo um 2cv Charleston que encerrou a produção. A 27 de julho de 1990 saía das linhas de produção de Mangualde o último 2cv número 5.114. 969 (na verdade serão ainda produzidos mais 5). Este último 2cv Charleston foi adquirido pelo então diretor da fábrica de Mangualde, hoje podemos vê-lo na coleção do conservatório da Citroën.

Hoje o Citroën 2cv é dos veículos mais procurados pelos colecionadores fazendo os preços subirem em flecha. O que é ainda mais flagrante na versão Charleston pois é uma das mais procuradas, sobretudo na versão preta e amarela pelo reduzido número de unidades produzidas.

Vive a Tua Paixão!

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