Mercedes-Benz C111 – O Recordista

Nos finais dos anos 60 e durante os anos 70, a Mercedes-Benz desenvolveu um veículo experimental para explorar diversas tecnologias: desde o motor com pistões rotativos (Wankel) ao motor Diesel. Sendo durante anos a montra tecnológica da marca, muitos viram nele o sucessor natural do fabuloso 300 SL. Tal não aconteceu. O seu nome: Mercedes C 111.

Mercedes C 111
Mercedes C 111

Nos finais da década de 60, o motor Wankel retém a atenção de vários construtores. Marcas como: a NSU e a Citroën que se uniram para formar uma empresa dedicada a esta tecnologia, a Chevrolet, a Mazda, entre outros, começaram a interessar-se a esta tecnologia que na teoria se revelava muito promissora.

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O motor desenvolvido pelo engenheiro Félix Wankel consistia num motor com pistões rotativos, o que permitia obter um excelente rendimento em motores de pequena dimensão, com a vantagem suplementar de eliminar todas as vibrações características dos motores convencionais.

Perante uma solução técnica vista como o futuro da indústria automóvel, a Mercedes-Benz não quis ficar para trás e adquiriu a licença do motor Wankel à sua compatriota NSU. É criado em 1967 o projeto C 111, com dois objetivos: estudar a utilização da fibra de vidro nas carroçarias, e testar a viabilidade do motor de pistões rotativos (Wankel).

Mercedes C 111-I
Mercedes C 111- I

Para o design a Mercedes desejava criar uma rotura com o que produzia habitualmente, desta vez queria marcar a diferença. Os designers deram asas à imaginação e apresentaram à direção o primeiro C 111 que o validou de imediato. Um automóvel desportivo de linhas angulosas e modernas, munido de portas “asas de gaivotas” como no magnífico 300 Sl e colorido de um estridente cor-de-laranja. O Mercedes C 111 estava pronto para as curvas.
Equipado com um motor Wankel com três rotores, o C 111- I desenvolvia 280 cv e podia atingir uns impressionantes 270 Km/h.

Mercedes C 111-II
Mercedes C 111-II

Em 1970, os engenheiros da Mercedes vão mais longe e é apresentado no Salão de Genebra o C 111-II. Com um design ligeiramente modificado e um novo motor com quatro rotores de 350 cv, para uma velocidade máxima que ultrapassa os 300 Km/h, uma proeza na altura.
A questão impunha-se, porque não fazer do C 111 o sucessor do famoso Mercedes 300 SL, e produzi-lo em pequena série.

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Rapidamente a Mercedes desiste da ideia quando chega à conclusão que este tipo de motor apresenta muitas limitações: é muito guloso em combustível, tem tendência para abusar do consumo de óleo, e apresenta níveis de fiabilidade bem abaixo dos critérios de qualidade da marca alemã. O motor Wankel é a abandonado.

Da Gasolina para o Diesel

A grave crise energética de 1973 passou por aqui e obriga os construtores a mudarem de estratégia. Ao abandonar o motor Wankel a Mercedes vai direccionar os seus esforços noutro tipo de motor – o motor diesel.

Nos anos 70, a Mercedes-Benz e a Peugeot eram os campeões e os percursores do motor Diesel , a marca alemã quer então transformar estes anémicos motores em motores com prestações de respeito e mostrar ao grande público como os motores Diesel poderiam ser agradáveis de utilizar e económicos.

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Com a sua produção em série abandonada, o C 111 vai assumir a sua verdadeira vocação, a de carro experimental e é o escolhido para a realização dos testes.
Com base no motor a gasóleo atmosférico OM 617 de 80 cv, os engenheiros vão juntar-lhe um turbo para alcançar a potência de 190 cv. É apresentado o C 111-II D (Diesel).

O Recordista

A partir daqui o objetivo principal da Mercedes é só um – bater recordes. Para isso, são feitas modificações para melhorar as capacidades aerodinâmicas do C 111. Surge então o C 111-III com o mesmo motor, mas com 230 cv, com o qual a Mercedes bate vários recordes de velocidade.

Mercedes C 111-III
Mercedes C 111-III

A carreira do C 111 vai terminar com uma derradeira evolução, utilizando desta vez um motor a gasolina, mais precisamente um V8 biturbo com 500 cv. O  C 111-IV vai ultrapassar a barreira simbólica dos 400 Km/h (403,978 km/h).

Mercedes C 111-IV
Mercedes C 111-IV

Ao todo foram construídos dezasseis Mercedes C 111 entre 1969 e 1979, a Mercedes tem alguns exemplares nas suas reservas, no entanto ignora-se quantos existem nas mãos de colecionadores privados.

Vive a Tua Paixão!

 

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