“Mild-hybrid”- A Democratização da Híbridação.

Com a imposição da Comunidade Europeia na redução das emissões nos seus veículos, os construtores vêm-se obrigados a electrificar as suas gamas para evitar multas pesadas. Os híbridos são no imediato a melhor solução. Existem vários tipos de hibridação, temos os “Full Hybrid” (ler artigo) , os “plug-in hybrid”  (ler artigo) e ainda os “Mild-Hybrid” que prometem popularizar a utilização dos veículos híbridos, graças à sua simplicidade e baixo custo em relação aos outros sistemas.

Funcionamento de um “mild-hybrid”

Os automóveis equipados do sistema “mild-hybrid” possuem um alternador/motor de arranque de 48volts que permite acompanhar e aliviar o motor térmico durante o arranque, as acelerações mais fortes, ou ainda a baixa velocidade, reduzindo o consumo de combustível.
Dispõem ainda de uma bateria de pequena capacidade que recupera a energia gerada pelo alternador de 48 volts.

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Assim a ideia base deste tipo de híbridação não é o funcionamento 100% elétrico, mas ajudar o motor térmico dando-lhe mais potência quando aceleramos, garantindo entre 10cv e 25cv adicionais. O sistema microhíbrido permite também recuperar energia ao levantarmos  o pé do acelerador, ou quando travamos. Energia que vai ser recuperada para alimentar os sistemas auxiliares do automóvel, como a direção assistida, o sistema ABS ou a climatização, por exemplo. Ora isto vai optimizar o uso do motor térmico apenas para mover o automóvel, e assim reduzir o consumo e as emissões de CO2.

A Suzuki foi o primeiro construtor a introduzir esta tecnologia na sua gama, com o Suzuki Baleno, estendendo-se posteriormente aos outros modelos da marca japonesa. Muitos outros construtores estão interessados pela micro híbridação afim de baixar o nível de emissões de CO2 dos seus veículos (em média 15% segundo os testes WLTP) e assim respeitar as normas ambientais cada vez mais exigentes. É o caso da Audi que introduziu esta tecnologia nalguns modelos como o Q7 e o novo A6.

Vantagens do “mild-hybrid”

  • Uma ligeira redução dos consumos,
  • Simplicidade do sistema e facilidade de instalação,
  • Um aumento de preço pouco importante face aos modelos convencionais,
  • A possibilidade nalguns casos de utilizar o motor elétrico alguns metros a uma velocidade inferior a 15Km/h, para realizar manobras.

Desvantagens do “mild-hybrid”

  • Economia de combustível inferior aos outros sistemas híbridos.

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